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Segunda, 25 de Junho de 2018
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Secretário de Governo concede entrevista ao vivo à Jackson Abrão
05/06/2018 16h19 - Atualizado em 05/06/2018 16h26

O secretário de Governo, João Furtado, participou na manhã desta segunda-feira, 4, do programa Jackson Abrão entrevista, transmitido ao vivo pelo jornal O Popular online e pelas redes sociais. Considerado o “curinga do governo” pelo jornalista Jackson Abrão, João Furtado, antes de comandar a secretaria de governo, foi procurador-geral do Estado, secretário de segurança pública, chefe de gabinete do governador Marconi Perillo, presidente do Detran, chefe da Casa Civil e secretário da fazenda. Abordando temas ligados à greve dos caminhoneiros, à lei federal 13.303/2016 e disputa política em Goiás. Confira abaixo os trechos que marcaram a entrevista:

JA - Quais foram as perdas em Goiás provocadas pela greve dos caminhoneiros?
JF – Nos dois últimos dias de atuação da greve, na semana passada, eu recebi em meu gabinete o Fórum Empresarial, a Fieg e os representantes dos diversos segmentos produtivos de Goiás. Eu pude perceber, com os relatos, a importância da mitigação daquela greve e a gravidade dos efeitos que ela provocou. Eu ouvi representantes da cadeia de exportação do frango e percebemos que ela, por exemplo, havia sido paralisada, assim como a cadeia do leite, dos farmacoquímicos. Nós podemos estimar em mais de R$ 1 bilhão as perdas que Goiás sofreu. Só a arrecadação pública no período dos nove, 10 dias de greve, e dos dias subsequentes, chegou a 30% de nossa arrecadação.

JA – Os prefeitos reclamam também perdas do ICMS...
JF – É natural, afinal, se o Estado arrecada menos, o Coíndice repassará um valor menor aos municípios. E claro que eles perderão arrecadação, na medida em que não houver atividade econômica em seus municípios. Perde a arrecadação do ISS, por exemplo.

JA – O lockout existiu aqui em Goiás?
JF – Essa é uma matéria de investigação da PGR, MPF, CADE, Polícia Federal… Aqui em Goiás nós sabemos que o movimento, em um primeiro momento, atraiu a simpatia de diversos segmentos da sociedade, inclusive do setor produtivo. Uma simpatia traduzida numa insatisfação com a realidade econômica brasileira e com a política de preço de combustíveis. Mas essa simpatia foi acabando na medida em que a greve começou a causar prejuízos para a sociedade. Eu diria que se houve apoio de empresas em Goiás, esse apoio acabou muito cedo.

JA – A situação hoje caminha para a normalidade ou já está normalizada?
JF – Caminha para a normalidade, mas sabemos que algumas cadeias produtivas demandam mais tempo para retomar a produção. A cadeia do etanol foi a primeira a reagir, porque as usinas trabalham 24 horas. Mas outras cadeias que demandam produção em série, como a gasolina, por exemplo, que demanda adição de álcool, tinha que aguardar a produção de álcool chegar. Outras cadeias como as do frango, da carne, que demandam transporte, abate, distribuição… o próprio gás de cozinha, que ainda é um problema. Essas cadeias ainda estão sendo reestabelecidas.

JA – Foi decretado estado de emergência. O que isso, objetivamente, permite a Goiás fazer?
JF – O decreto é uma ferramenta legal que nos permite uma ação coordenada, não só de autoridades locais, do Estado de Goiás, mas também de autoridades federais, que atuaram de forma coordenada no enfrentamento daquela crise nacional.

JA – Efetivamente, houve intervenção do Estado para o fim da greve?
JF – Definitivamente. Nos dois últimos dias, o estado de Goiás por meio da Polícia Militar, da SSP, da Polícia Civil, da Polícia Técnico-Científica, com o apoio da PRF, do Exército Brasileiro, não só fez a escolta do transporte de medicamentos, perecíveis, víveres, mas também fez a desobstrução das vias estaduais e federais.


JA – Por que as ferrovias não tem espaço na realidade goiana?
JF – Elas estão a cargo do governo federal. Nós temos uma malha instalada em Goiás hoje que possibilitaria um escoamento mais rápido e mais barato da produção. A Norte-Sul, por exemplo, está pronta, mas não está operando ainda; não houve licitação para sua operação. Está lá há vários anos, depreciando, sem funcionamento. Essa poderia ter sido uma alternativa para escoamento da produção, nesse caso de greve. O Brasil acabou de aprender uma lição, de que precisa rever sua estratégia de transportes, para não depender de um modal só, o transporte rodoviário.

JA – Secretário, o Giro de hoje repercutiu a Lei Federal 13.303/2016, com prazo até 30 de junho, que suspende qualquer nomeação de parentes em empresas estatais. Isso é um ruído para a gestão do Estado?
JF – Ao contrário! Não só de parentes. Essa lei profissionaliza a gestão dos conselhos de administração, fiscais e das diretorias das estatais. O Estado está pronto para cumprir esta lei desde 2016, através de um decreto do governador Marconi Perillo, que determinou que as substituições de conselheiros respeitassem essa lei. Mas por uma jurisprudência do STJ e uma orientação da Procuradoria, respeitou-se os mandatos daqueles que estavam investidos, àquela época, da vigência da lei. Durante esse período de adaptação, até o final de junho, nós deveremos promover a substituição de todos os conselheiros de todas as empresas que não tem o respaldo da Lei 13.303.


JA – O ex-secretário Vilmar Rocha esteve aqui e disse que o modelo do tempo novo está exaurido.
JF – É uma opinião do Vilmar. Ele é um grande professor, político experiente. Talvez a opinião do Vilmar expresse uma insatisfação interna dele com o próprio partido já que os deputados e prefeitos do partido do Vilmar estão conosco, nos apoiam. Declararam apoio ao governador José Eliton e ao projeto do novo tempo novo. Nós não acreditamos, nem concordamos com a afirmação do professor Vilmar, embora respeitemos a opinião dele. Estamos vivendo um momento no qual a população goiana compreende que é possível avançar ainda mais na construção de um Estado moderno, ético e progressista.

JA – Vilmar Rocha disse ainda que o momento atual favorece a candidatura de Ronaldo Caiado, porque ele seria a oposição ao modelo atual.
JF – Bom, parece que Vilmar está defendendo da candidatura de Ronaldo. Eu defendo a de José Eliton. Eu acho é que José Eliton é que significa o novo do novo, a resposta que Goiás precisa para continuar se desenvolvendo e crescendo.

JA – Você arriscaria um palpite para as eleições deste ano para o governo de Goiás?
JF – Eu diria que, qualquer que seja o cenário, de primeiro ou de segundo turno, José Eliton estará nele. Esse é o palpite que eu arrisco dizer aqui. José Eliton é o candidato da nossa coligação, do nosso grupo, do novo tempo novo, é o candidato de Marconi Perillo e é o candidato da base. Qualquer que seja o cenário, no primeiro ou no segundo turno, José Eliton estará nele.

JA – Eo senado. Quem sai pela base?
JF – Essa é uma pergunta que será respondida nas convenções. Teremos convenções onde vários pré-candidatos poderão se posicionar e disputar vagas na nossa coligação. Temos bons nomes, Marconi Perillo, Lúcia Vânia e agora o procurador de justiça, Demóstenes Torres, que agora se posiciona como candidato.

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